O avanço da tecnologia de memória no setor de servidores está em destaque com a chegada da DDR5 MRDIMM, que promete aumentar significativamente a largura de banda sem a necessidade de esperar pela evolução para a DDR6 ou fazer mudanças complexas nas placas-mãe. Essa inovação se destaca por oferecer uma solução prática para as crescentes demandas de performance nos centros de dados.
Vantagens da DDR5 MRDIMM
A pesquisa realizada pela Bernstein Research sugere que cada nova geração de MRDIMM deve atingir taxas de transferência comparáveis àquelas projetadas para a próxima geração de DDR6. Um dos principais atrativos desse novo padrão está na compatibilidade: os módulos MRDIMM utilizam o mesmo tipo de pinagem dos slots atualmente usados pela DDR5, evitando os altos custos associados à implementação de conectores novos.
Espera-se que os padrões da terceira geração, com lançamento previsto para 2030, alcancem impressionantes 17.600 MT/s, praticamente três vezes mais rápidos que as DDR5 RDIMM mais velozes disponíveis atualmente.
Como Funciona a DDR5 MRDIMM
O termo MRDIMM refere-se a Multiplexed Rank DIMM, um módulo projetado para incorporar um multiplexador e chips de buffer, permitindo a gestão simultânea de múltiplos ranks de memória. Isso resulta em uma taxa de transferência efetiva que ultrapassa os 6.400 MT/s do modelo padrão DDR5.
A padronização do formato MRDIMM pela JEDEC ocorreu no início da década, sendo utilizado inicialmente nos processadores Xeon 6 “Granite Rapids” da Intel, com módulos disponíveis de até 256 GB. O aumento da demanda por inteligência artificial nos data centers tem acelerado a adoção desse padrão, visto que muitos processadores modernos enfrentam latências ao aguardar os dados vindos da memória.
Perspectivas de Lançamento
A Intel está posicionada para integrar a segunda geração dos módulos de 12.800 MT/s em seus próximos Diamond Rapids “Xeon 7”, programados para 2027, enquanto a AMD lançará seus novos chips EPYC Venice bem antes, ainda este mês. Esses chips, que utilizam a arquitetura Zen 6 e são fabricados com tecnologia de 2 nm pela TSMC, também estarão alinhados com esse novo padrão de memória para data centers.
Entretanto, a AMD tem uma exceção em sua estratégia: sua linha de processadores Verano, voltada para aplicações de inteligência artificial, utilizará memória LPDDR5X, diferenciando-se das soluções MRDIMM destinadas a computação geral.
Quando Esperar a DDR6
A tão aguardada DDR6 não deve chegar ao mercado antes de 2028. Embora o desenvolvimento esteja em andamento entre os principais fabricantes de memória, a expectativa é que a primeira versão comercial seja restrita a servidores, antes de criar um caminho para outras aplicações. As versões MRDIMM dessa nova geração também estão nos planos, mas como a história já demonstrou, a implementação dessas inovações leva tempo para se concretizar.
Para as empresas que gerenciam centros de dados hoje, a transição para a MRDIMM é vantajosa, pois pode dobrar a largura de banda apenas com a troca dos módulos, sem a necessidade de mudar a placa-mãe ou os conectores, o que representa uma economia significativa em um cenário em que a DDR6 ainda está se desenvolvendo.

