

Extraído do livro “O Oculto Vindo à Luz” – Epílogo: O que não pode ser escondido
Os japoneses se transformaram de personagens secundários para líderes totais no panorama cultural global, estabelecendo um verdadeiro ecossistema eficaz para espalhar sua cultura ao redor do mundo. Isso não é uma novidade e também não é algo passageiro. Quando você, assim como eu, se aprofunda na verdadeira essência das produções japonesas, torna-se evidente que elas emergiram como a nova sensação mundial no setor de entretenimento.
As trilhas sonoras de animes têm frequentemente alavancado as carreiras de artistas, bandas e grupos musicais variados. A diversidade de estilos musicais amplia o alcance desse produto, que estatisticamente pode atingir qualquer pessoa.
É bem possível que você ache algo com o qual se identifique em termos de histórias, personagens, tramas, etc. Um exemplo seria Food Wars, que me trouxe três ilustrações de pessoas que vivenciaram experiências semelhantes às da obra, além de pessoas que se interessaram pela gastronomia devido ao anime. Como estes, há muitas evidências da capacidade de influenciar positivamente em várias áreas, mostrando inclusive o que muitas vezes não é tão conhecido.


A questão é que o Japão tem mostrado sua cultura de maneira robusta há muito tempo, enquanto que nossas próprias representações quase se tornaram obsoletas. Eles apresentam Ruri Rocks, que discute mineralogia com elegância, Futari Solo Camp com temas de acampamento — e uma pitada de romance. Odd Taxi traz uma visão humorística e adulta da vida de um taxista japonês. Aggretsuko faz uma crítica ao trabalho desumanizador, e à forma como uma adorável panda vermelha lida com a frustração de sua vida profissional.
Nós já tivemos algo semelhante, e em grande escala, mas isso se tornou uma memória distante para muitos. Não apenas apresentando aspectos da nossa sociedade, mas também mantendo a criatividade viva. Pink, Felícia e o Cérebro foi uma animação derivada direta de Pink e o Cérebro, que surgiu em meio a controvérsias na produção.
Isso foi feito contra a vontade da equipe liderada pelo icônico Steven Spielberg; e você nota isso quando, durante a abertura, revela: “O Pink e o Cérebro terão que aceitar, é o que a emissora atendia, e sabemos que isso não era do seu agrado,” enquanto os personagens mais excêntricos da Warner eram afastados de seus postos. Provavelmente, alguém perdeu o emprego, mas as piadas ainda continuam! ¹Abertura de Pink, Felícia e o Cérebro, 1998.


Na mesma Warner, várias produções apresentavam piadas internas, desde a era em que Leon Schlesinger² gerenciava. Essas pequenas inserções adicionavam um toque humano às obras, atraindo diversos públicos. Você poderia apreciar O Caminho para El Dorado com crianças, ao mesmo tempo em que se divertia com a sensualidade da Chel, suas piadas e diálogos, sem se sentir desvalorizado intelectualmente. Transformou-se um crime a beleza, criatividade e humor. Para piorar, nosso cenário artístico nunca esteve tão enredado em controvérsias políticas como nos últimos tempos. ²Merrie Melodies — Hollywood Steps Out (1941).
Repentinamente, todos os envolvidos — atores, diretores, roteiristas e demais produtores — começaram a se posicionar politicamente, e algumas produções passaram a ser guiadas por temas sociais. Por exemplo, a Disney fez declarações em uma conferência do Fórum Econômico Mundial, propondo que 50% dos personagens em suas futuras obras fossem homossexuais. Dessa forma, o DEI se estabeleceu, e com isso, as false morals ocidentais vieram à tona. Sem raízes, sem referências sólidas, algumas obras se tornaram fracassos retumbantes, levando junto com elas a credibilidade que outrora possuíam.
Quando vejo que em uma feira automotiva há mais facelifts (atualizações estéticas) do que lançamentos inovadores, isso indica que problemas série estão ocorrendo, pois sem inovação, não há progresso! O mesmo se aplica ao recente audiovisual ocidental: Reimaginar, Refazer, Repensar.


Quando soube que um dos grandes clássicos do cinema teria uma nova versão, como é o caso de Ben-Hur, senti apenas apreensão em relação a um dos legados mais significativos da história do cinema. E fato consumado, foi um fracasso! Tornou-se comum ressuscitar filmes, séries, animações, jogos e até músicas antigas, adaptando-os a uma “modernidade” para atender novos públicos.
Eu não fui o único a sentir essa decepção perante a arte, quando as adaptações falharam em todos os aspectos. Não conseguiram nos atrair aos cinemas, nem mesmo conquistaram assinaturas de streaming. Quando voltadas para um público “moderno”, todas as características originais foram distorcidas — um verdadeiro assassinato artístico.
Quanto aos jogos eletrônicos, após o fiasco de Cyberpunk: 2077, um título aguardado mundialmente, em que a estrela do gênero de ação, Keanu Reeves, ressaltou as falhas da indústria do entretenimento — ao lançar o jogo em um estado quase inacabado — comecei a notar algo perigoso; muitas mídias sendo lançadas de forma frouxa, e outras sendo rapidamente descartadas, como no caso do jogo Forza Motorsport (2023-2025), o que me leva a a pensar em uma sabotagem, não meramente um erro.


Novembro de 2025 foi considerado o mês mais desastroso na HISTÓRIA DOS GAMES, tanto em vendas de consoles quanto de jogos, conforme publicado no site Circana³. Não pode ser coincidência a quantidade de fracassos em todos os meios audiovisuais, pois mesmo a pandemia de 2020, que paralisou o mundo, não conseguiu frear o sucesso do cinema japonês, como exemplificado por Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer). A Warner foi adquirida pela Paramount, enquanto enfrentava crises em Hollywood, além greves e eventos trágicos, como o falecimento de uma diretora envolvendo o famoso ator Alec Baldwin. ³Circana: O Mercado de Games dos EUA em Novembro de 2025.
Enquanto isso, o player (Japão), que se manteve intacto diante de tudo isso, começou a sofrer ataques como nunca antes. Não dá para pensar que está tudo em sintonia por causa do cometa Hornet. O aumento dos preços das streamings e jogos, e discussões relacionadas a não possuir mídias próprias, promovidas por figuras influentes da indústria do entretenimento, bem como artistas se pronunciando contra seus próprios fãs em discussões absurdas online – tudo isso cria um enorme emaranhado de problemas, enquanto o sucesso continua a brilhar do outro lado do mundo.
Sim, afirmo que isso é uma guerra cultural verdadeira, com um alvo em específico: a cultura oriental e suas contribuições. Compreendo o ódio e os ataques infundados de um lado, uma vez que grandes quantias de dinheiro estão se esgotando sem retorno, independentemente das pautas bem-intencionadas, enquanto que do outro lado do mundo, a cultura oriental permanece firme e próspera – na verdade, frequentemente servindo como um fator importante para o sucesso de algumas iniciativas no Ocidente.


Quando jogos independentes, como MiSide — desenvolvido por dois russos com base em vodca, superam o número de jogadores de títulos de grandes estúdios, combinando gráficos de animes e mangás, com a dubladora oficial sendo uma japonesa, a situação se torna realmente alarmante!
O YouTube se tornou a plataforma para artistas independentes que se cansaram da indústria vigente e estão desafiando sem remorso o status quo. O Incrível Circo Digital alcançou centenas de milhões de pessoas, proporcionando diversas dublagens oficiais e estando disponível gratuitamente, talvez sinalizando que mudanças estão à porta, queiram eles ou não! Alterar essa trajetória é possível, mas estarão dispostos a isso?
Teriam a coragem de reconhecer os danos que causaram no cenário global do audiovisual? Admitiriam que as militâncias improdutivas e a conexão com a política e suas elites prejudicaram uma indústria centenária? Não é uma questão de aprender com o outro, pois os japoneses simplesmente se inspiraram na fonte, que é o Ocidente.


Reitero, as animações, filmes, séries, documentários e jogos eletrônicos pertencem a NÓS! NÓS OS CRIAMOS, e atualmente estamos nos condenando à irrelevância. A guerra continuará, mas agora vocês têm plena consciência da origem dela!
É hora de retornar à beleza, à honestidade e à liberdade criativa, de onde nunca deveríamos ter saído. Não será um caminho fácil, pois muitos dos grandes nomes da indústria que estiveram há décadas têm desaparecido. Não conseguimos mais criar curtas como nos velhos tempos dos Merrie Melodies, uma vez que pessoas como Chuck Jones, que produziam curta-metragens sozinhos, não deixaram sucessores à altura. Portanto, a única opção é: CRIAR!
É agora ou nunca! Sejamos livres, diversos e acessíveis, ou prepare-se para ver o que acontecerá com raízes podres!
Em breve no KDP, Amazon e em uma livraria próxima a você!
No Geek.etc, a paixão por animes e desenhos transformou cada post em uma aventura épica que atravessa universos e inspira a criatividade!
Fotos: Reprodução, Divulgação, Animeunited, Google











