

Hoje, 2 de maio de 2026, My Hero Academia alcançou seu desfecho definitivo — e não foi com o último episódio da temporada final visto em dezembro de 2025. O verdadeiro encerramento foi proporcionado pela OVA especial “More”, que adapta o capítulo adicional 431 do mangá de Kōhei Horikoshi, servindo como o epílogo oficial da história.
Lançada durante as celebrações dos 10 anos da franquia, essa “extensão” não é apenas um presente aos fãs, mas também o encerramento emocional que tanto o mangá quanto o anime precisavam. E já é bom destacar: Deku e Ochako ficaram juntos.
O desejo do casal de se conectar mais, passar mais tempo lado a lado e viver o que sempre foi insinuado finalmente se torna realidade. Isso não é um pequeno detalhe — é o cerne da OVA. Após anos de desenvolvimento sutil, o casal Izuocha se torna canônico de maneira madura, simples e profundamente significativa.


A temporada final havia adaptado o capítulo 430, que apresentou um salto temporal de 8 anos, mostrando Izuku Midoriya como docente da U.A, enquanto uma nova geração de heróis se destacava. Essa conclusão foi funcional, mas incompleta. O que realmente faltava era o capítulo 431, que Horikoshi lançou posteriormente.
A OVA “More” preenche essa lacuna ao abordar o pós-guerra, o crescimento pessoal dos personagens e, especialmente, o vínculo entre Deku e Ochako Uraraka. Temos um fechamento emocional para Ochako em relação a Himiko Toga e uma ênfase no serviço de aconselhamento de Individualidades que ela desenvolveu inspirado por essa vivência — um grande sucesso no Japão — além do tão aguardado reencontro da Turma 1-A.
Entre as melhorias mais notáveis em relação ao final original, está um desenvolvimento romântico mais robusto do casal principal, a explicação sobre o que ocorreu com os heróis ao longo dos 8 anos e um tom mais humano e esperançoso. Aqui, a mensagem é clara: heróis também podem viver para si e não apenas para o mundo.


Os aspectos positivos da OVA atendem exatamente ao que os fãs vinham esperando por anos. O relacionamento entre Deku e Uraraka recebe o desenvolvimento que realmente merecia, culminando em uma cena sincera e madura — sem exageros, mas cheia de significado. O salto temporal também ganha profundidade, mostrando a Turma 1-A como heróis estabelecidos, com rankings atualizados — incluindo Mirio Togata como o herói número 1 do Japão.
E talvez o aspecto mais importante: Deku não fica para trás. Mesmo sem Individualidade, ele utiliza uma tecnologia de suporte — um presente de All Might no último episódio — para continuar atuando e auxiliando a nova geração. A mensagem é forte: a sociedade evoluiu, e agora há espaço para saúde mental, aconselhamento e vida pessoal. Por outro lado, algumas críticas ainda persistem.
continuo a encarar o final de Deku como agridoce, já que ele assume a posição de professor em vez de um herói de linha de frente. A OVA atenua essa sensação, mas não a remove completamente. Além disso, a cadência do epílogo permanece acelerada — algo compreensível, considerando que se trata de um capítulo curto. Aqueles que esperavam por batalhas grandiosas ou reviravoltas surpreendentes podem se decepcionar, pois o foco aqui é diferente: o “depois”, o silêncio pós-guerra.


Mas o desfecho de Izuku Midoriya melhorou? Sim — e muito. No último episódio do anime, ele parecia resignado: sem Individualidade, vivendo à margem enquanto seus amigos se destacavam. É exatamente nesse momento que ocorre a reviravolta — quando All Might lhe entrega a tecnologia de suporte, marcando o início do seu retorno. Em “More”, a OVA explora as consequências dessa decisão.
Deku não é mais alguém à deriva, mas um herói que encontrou uma nova maneira de atuar. A tecnologia deixa de ser apenas um símbolo e se transforma em parte ativa de sua trajetória, enquanto seu momento com Uraraka revela algo ainda mais significativo: ele aprendeu a viver para si mesmo. Ele pode não ser o herói nº1 nos rankings, mas é alguém verdadeiramente feliz, realizado e cercado por quem ama — e, para muitos, isso é um final ainda mais impactante.
O desenvolvimento do casal também merece destaque absoluto. Ao longo da obra, o romance foi construído com sutileza — olhares, hesitações e sentimentos não verbalizados. A OVA transforma isso em algo concreto. Após oito anos de reestruturação da sociedade, Deku e Uraraka finalmente se permitem pensar neles e nas suas vontades. O simples desejo de “querer mais” sela essa relação. Sem exageros, sem cenas artificiais — apenas maturidade emocional.


Com o salto temporal de 8 anos, observamos um panorama abrangente do destino dos personagens. Deku continua como professor da U.A, agora sem Individualidade, mas equipado com tecnologia avançada. Ochako se estabelece como heroína profissional e criadora de um sistema inovador de aconselhamento de Individualidades. A Turma 1-A se afirma como referência no mundo heroico, com Bakugo, Todoroki e Kirishima no topo. A sociedade, por sua vez, mostra-se mais segura, empática e evoluída. Personagens como Tsuyu, o Big 3 e até All Might aparecem, reforçando a ideia de progresso coletivo. E agora?
O futuro de My Hero Academia permanece incerto. Kohei estabeleceu um fim claro com “More”, e não há indícios de uma continuação direta no mangá ou no anime. Contudo, o universo criado é rico o bastante para possíveis spin-offs, filmes ou narrativas focadas na nova geração. O relacionamento entre Deku e Uraraka, por exemplo, abre caminho para histórias mais íntimas, enquanto a nova sociedade permite explorar temas como inclusão e saúde mental.
No final, permanece o legado. Desde 2016, acompanhamos a jornada de um jovem sem Individualidade que sonhou em se tornar um herói — e que, de alguma forma, se tornou o símbolo de uma nova era. My Hero Academia não termina apenas como uma narrativa sobre super-heróis, mas como um retrato de crescimento, sacrifício e humanidade.
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