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Anime | Obrigado, Chainsaw Man: O Desfecho que Revela uma Verdade Perturbadora na Parte 2

março 26, 20264 Min. de Leitura


Chainsaw Man
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©Chainsaw Man

Após meses de incertezas, discussões e uma sensação duradoura de que algo “não se encaixava”, o capítulo 232 de Chainsaw Man desponta como uma confirmação, quase severa: a Parte 2 nunca se igualou ao impacto da Parte 1. Curiosamente, o próprio Tatsuki Fujimoto parece reconhecer isso… da forma mais caótica possível. O desfecho não representa um clímax — é um recomeço emocional, um fechamento abrupto que soa menos como uma conclusão e mais como uma escolha editorial de “finalizar a experiência”.

Desde o princípio, era perceptível. A narrativa fragmentada, o ritmo descompassado, personagens que pareciam promissores mas nunca alcançavam a mesma profundidade… tudo indicava uma obra que flertava com a genialidade, mas falhava na execução. E entre tudo isso, uma exceção evidente: Asa Mitaka. A personagem, sem dúvida, foi o elemento mais coeso e fascinante da Parte 2 — complexa, humana e repleta de conflitos internos. Era ali que Fujimoto ainda parecia completamente inspirado. Mas fora isso? A impressão constante era de uma narrativa que não encontrava seu verdadeiro centro.

Então chega a reviravolta final. O sacrifício de Pochita, que elimina o conceito de Chainsaw Man, é ao mesmo tempo brilhante e decepcionante. Brilhante por ser audacioso, simbólico e intimamente conectado à essência da obra. Decepcionante porque, na prática, anula tudo que a Parte 2 havia edificado. É como se Fujimoto declarasse: “isto não era o final”. O retorno de Power, a presença de Nayuta, o reencontro com uma versão mais leve do universo… tudo isso possui um peso emocional forte, mas também carrega a desconfortante sensação de que estamos retornando ao que realmente importava: a Parte 1.

O capítulo final substitui batalhas grandiosas por um desfecho íntimo, quase melancólico. Denji finalmente tem a oportunidade de levar uma vida normal — algo que sempre almejou. E isso, por si só, é belo. Mas, paralelamente, não se pode ignorar: os Quatro Cavaleiros, o Inferno, a Guerra, a Fome… tudo foi deixado de lado. Não como mistério, mas como abandono. E aqui surge o ponto mais polêmico: isso é uma genialidade narrativa… ou simplesmente uma fuga de uma trama que saiu das mãos?

No final, Chainsaw Man Parte 2 acaba como começou: estranha, imprevisível e desconfortável. Porém, ao contrário da Parte 1, que convertia esse caos em impacto, aqui o sentimento é diverso — uma ausência que nem todos conseguirão defender. Fujimoto apresentou um final que respeita sua proposta experimental, mas também confirmou o que muitos já pressentiam: a Parte 2 nunca teve a mesma força, e talvez nunca tenha sido feita para ter.

Ainda assim, permanece o respeito. Pois, mesmo nas falhas, Chainsaw Man continua sendo uma obra que instiga, inquieta e provoca debate — e talvez isso tenha um valor maior do que qualquer final ideal.

Fonte: Manga Plus!

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Fotos: Reprodução, Divulgação, Animeunited, Google

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