

Este texto serve como uma extensão do meu texto anterior sobre informações do Anilist, trazendo alguns dados que ficaram de fora, muito pela falta de acesso, mas também por um descuido na coleta de alguns insiders que poderiam aprimorar o conteúdo anterior. Agora, aproveitando a oportunidade para explorar uma nova ferramenta de visualização de dados, decidi reunir novamente as informações, focando em dados adicionais para complementar o que já foi publicado.


Como você definiria um anime? Se formos considerar a interpretação mais estrita da palavra, vinda do francês dessin animé, que se traduz como desenho animado, referindo-se a animações como Looney Tunes, isso muitas vezes provoca risadas nas discussões sobre a definição do termo. Contudo, no senso comum, anime se refere a toda animação originária do Japão. Contudo, o Anilist expande essa definição para incluir o extremo oriente em geral, englobando também China e Coreia, o que atende uma dúvida que eu tinha. Embora tenha havido um boom das animações chinesas, essa ascensão começou após 2019, coincidentemente com o início da pandemia. Tomando como base esse recorte, a produção mais assistida vinda de lá é Link Click (Shiguang Dailiren) com 165 mil perfis que assistiram, seguida por To be Hero X (Tu Bian Yingxiong X), e The Daily Life of the Immortal King (Xian Wang De Richang Shenghuo), e se considerarmos apenas o ano de 2019, o mais popular foi The King’s Avatar (Quanzhi Gaoshou), com cerca de 90 mil.


No que diz respeito às produções coreanas, observamos lançamentos que, embora esporádicos, têm ocorrido de forma consistente ao longo de quase sessenta anos. No entanto, pelo menos até agora, essas obras não alcançaram a popularidade dos animes chineses, uma vez que o top 3 desse país não chega a somar cem mil usuários. Para ilustrar, o terceiro mais popular é NOBLESSE, incluindo o OVA de 2015, com apenas quinze mil visitas, o segundo é A Day Before Us (Yeonae Haru Jeon) com mais de 17 mil, um tanto intrigante já que se trata de uma série do YouTube, seguido por Lookism (Oemojisangjuui), esta produção da Netflix, alcançando quase 50 mil contas, indicando que as animações não japonesas têm ganhado visibilidade a partir de plataformas de streaming internacionais. Antigamente, outras obras desses países já existiam, mas não atraíam tanto o público fora de suas fronteiras quanto as produções nipônicas da mesma época. Com relação aos dados do Anilist, é evidente que a maioria dos títulos presentes é originária do Japão, totalizando quase 90% do conjunto.


Enquanto realizava a coleta de dados, surgiu outra questão sobre a origem das animações que consumimos. Portanto, compilei essas informações para vocês. Um dado curioso é que grande parte das animações são originais, o que é comum na indústria. Isso é evidente, pois muitos animes são indeed originais, mas houve um marco em 2021 quando quase metade das produções lançadas nesse ano eram originais (443 de 951), destacando-se como o maior volume de obras nessa categoria. No entanto, essa foi a última vez que se registrou uma alta na quantidade de animes originais, com a proporção caindo para um terço no ano seguinte, alcançando apenas ¼ no ano passado, o que demonstra uma mudança da indústria para adaptações de outras mídias, como mangás e light novels, provavelmente impulsionadas pelo fenômeno dos isekais.


Uma divisão interessante pode ser feita entre adaptações de jogos e visual novels, já que ambos são eletrônicos; no entanto, as primeiras receberam mais adaptações durante a década de 2010, enquanto as últimas alcançaram um alto desempenho no começo dos anos 2000, com obras notáveis como Fate e Grisaia conseguindo considerável sucesso, mas essa tendência caiu ao longo da década, reduzindo as adaptações a um dígito nos anos mais recentes, fazendo com que esse nicho não tenha tanta presença nos comitês de produção atualmente.


Até o momento, para algumas atualizações, que não são muitas, pois, no registro do site, contamos com 468 animes já lançados este ano, pouco mais da metade do ano anterior, que teve 732, a maior parte dessas adaptações oriundas de mangás, e praticamente todas do Japão, com temas escolares dominando as narrativas. O estúdio TMS é o que mais produziu até agora, embora nenhum dos cinco animes mais conhecidos seja de sua responsabilidade.


Até o ponto atual, é esperado que as sequências predominem nas contas, pois Jujutsu, Frieren e Jigokuraku (Hell’s Paradise) ocupam os três primeiros lugares. Contudo, temos duas novas adições na lista, com Sentenced to Be a Hero (Yuusha-kei ni Shosu: Choubatsu Yuusha 9004‑tai Keimu Kiroku) em quinto e Tongari Boushi no Atelier (Witch Hat Atelier) em quarto. Esta última está entre as dez com as melhores médias de notas, considerando apenas as obras concluídas. Nessa lista, novamente aparece Frieren em primeiro e Jujutsu em quarto, enquanto o restante do pódio é ocupado por Ikoku Nikki (Journal with Witch) com média 87 e Oshi no Ko, cuja terceira temporada obteve uma média de 86. Por fim, Prism Rondo (Love Through a Prism/Pelo Prisma do Amor) fecha o Top 5 com uma nota muito elevada de 84, que é muito satisfatória para mim.


Sobre produções de outros países, o top 5 chinês apresenta obras que já são bastante populares entre o público ocidental, como a sequência de Link Click e Lord of Mysteries (Guimi Zhi Zhu Tebie Pian). A produção mais popular em 2026, no entanto, é Fangkai Nage Nuwu (Release that Witch), com 12.352 contas, enquanto na Coreia, a lista é tão escassa que mal temos um top 10 a compartilhar; no entanto, Tomb Raider King (Dogulwang) já lidera o ranking mesmo antes do lançamento, seguido por Cheongchun Blossom: Uliui Bom (Seasons of Blossom) e Terror Man , mostrando que o mercado internacional está privilegiando narrativas de ação e romance.


Basicamente, era isso que eu queria compartilhar com vocês. Se houver dúvidas a respeito de algum dos gráficos, por favor, avisem, para que possamos aprimorar as informações. No mais, é isso. Até mais.
No coração do Geek.etc, a paixão por anime e desenho dança como personagens em um épico, criando um universo onde a criatividade não tem limites!
Fotos: Reprodução, Divulgação, Animeunited, Google











