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Anime | Impressões Iniciais: Hidarikiki no Eren

abril 11, 20267 Min. de Leitura


Hidarikiki no Eren
Hidarikiki no Eren
©Hidarikiki no Eren

Dados técnicos: Hidarikiki no Eren (Eren, a Canhota)

Gênero: Drama, Arte;
Estúdio: Signal.MD e Production I.G;
Diretor: Suzuki Toshimasa;
Origem: Mangá;
Data de estreia: 8 de abril de 2026.

Gostaria de expressar minha surpresa com essa escolha; estou ao mesmo tempo fascinado e sem muitas explicações. Ao liberar as Primeiras Impressões — e até mesmo durante o processo de seleção, observamos que decidimos por continuar obras que já apresentamos, como as três temporadas de MF Ghost, além de outras que nos agradam pessoalmente.

Após intensificar a entrega do meu livro (mais sobre isso em breve) e assistir ao UnitedCast sobre a temporada, fiquei um pouco perdido na escolha para a Primavera 2026, optei por uma seleção mais visual, sem me prender a um tema específico. Sendo sincero, não há como fazer um paralelo claro com qualquer obra que já trouxe a vocês. O anime Eizouken é o que mais me vem à mente no universo da arte que já assisti, e Blue Period, que minha adorável Bolinho de Arroz trouxe há quatro anos, não foi algo que acompanhei, apesar de ser a narrativa mais próxima que consigo identificar — repleta de emoções e com um toque sensível de análise artística.

Hidarikiki no Eren
Hidarikiki no Eren
©Hidarikiki no Eren

A arte é uma forma singular e altamente segmentada em diversas categorias — a minha se enquadra na música! E acredito que essa singularidade é percebida em todos os segmentos: da arte cênica à dança, da música ao grafismo das esculturas. Considerando que na música existe de tudo, como jazz e lo-fi, nem quero imaginar a diversidade gráfica, pois não se trata apenas de escolher entre barroco e art déco, mas sim de uma ligação que é muito difícil de explicar, tamanha a conexão íntima com o artista.

Eren, a Canhota aborda precisamente essa questão, e aqui é onde confesso não conseguir articular o que a obra quer transmitir. A história retrata um mundo dividido entre dois períodos: passado e presente (dos mesmos personagens). Ela oscila entre a época escolar e a vida adulta, como sugere o encerramento e os momentos iniciais do primeiro episódio. Ainda não me dediquei a ler o mangá para entender profundamente a narrativa, e até agora não encontrei motivação para isso.

A protagonista Eren claramente possui algum tipo de trauma relacionado à arte, algo muito semelhante ao que ocorre em Your Lie in April (e prometo superar meu próprio trauma e analisar essa obra aqui) com Kousei Arima. Causas? Circunstâncias? Quase nada! O conjunto de personagens abrange tanto Eren quanto Koichi Asakura e Sayuri Katou, sendo esta última o elo entre ambos. Contudo, ao final, elas moram juntas (casal?), e a relação com Koichi é logo a princípio tensa, com um primeiro encontro intenso sobre arte e um segundo… bem… nada convencional (imagem abaixo).

Hidarikiki no Eren
Hidarikiki no Eren
©Hidarikiki no Eren

Ela fica em um estado de desespero ao encontrar obras que não têm significado para ela, ou que considera simplesmente feias. A narrativa se desdobra em várias direções, mostrando que durante sua adolescência, Kousei deseja seguir carreira na arte, enquanto seu pai desaprova essa escolha por “não trazer lucro”, simbolizando o antigo conflito artístico — tão antigo quanto a própria cultura. Sayuri nutre uma paixão por ele, quase como Miki Okudera tem por Tsukasa Fujii em Your Name, embora menos expressiva. Junto a isso, há uma discussão sobre o que é a arte em essência, resultando em três núcleos, em uma ordem um tanto confusa inicialmente, mas ainda assim intrigante.

Sinopse:

Koichi Asakura trabalha em uma agência de publicidade e se esforça a cada dia para se tornar alguém importante, embora se sinta “comum” pelo fato de não ter um talento excepcional. Ele vive assombrado pela memória de Eren Akari, uma garota canhota super talentosa que conheceu no ensino médio. Enquanto Eren tem um talento artístico avassalador que a isola do mundo, Koichi tenta deixar sua marca através do esforço e da perseverança. A trama oscila entre o passado escolar e o presente profissional, explorando o que é ser um gênio e o que resta àqueles que não conseguiram alcançá-lo.

Expectativas:

Hidarikiki no Eren
Hidarikiki no Eren
©Hidarikiki no Eren

A animação em si se apresenta de forma bem simples, e esperava algo mais elaborado ao tratar de um tema artístico, pois a estética da obra é bonita e madura, não se assemelhando ao estilo escolar comum, o que me agrada. Contudo, três núcleos logo no primeiro episódio me parecem excessivos: um romance entre Sayuri e Koichi, ou entre Sayuri e Eren? Além de outra discussão sobre aceitação da arte como meio de vida, com uma leve crítica implícita.

Um excesso de informações logo de cara pode ser problemático para a totalidade da obra, principalmente alternando entre passado e presente. Embora seja uma abordagem interessante, bastante distinta das animações mais comuns, pode não ser exatamente atraente. Eu recomendaria conferir apenas se você deseja algo que se distinga de outras escolhas que fez até agora em 2026, e só! O anime está disponível e sem dublagem na Crunchyroll.

Notas: 3.5/5.0

No universo onde pixels e quadrinhos dançam em harmonia, o blog Geek.etc se declara um apaixonado fervoroso por animes e desenhos que aquecem o coração!
Fotos: Reprodução, Divulgação, Animeunited, Google

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Tags:#Animes,
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